Tem que ser flexível
Ao se deparar consigo
O interior é horrível
Preparado para o que vai ver ?
Fantasmas vão surgindo
O medo é continuo
Pesadelo infinito
E não está dormindo
Monstruosa é a sensação
De olhar pra si
E ver o que realmente é
Aniquilador de sua própria alma
Todo o mal que remeteu
Para aqueles que confiaram
No seu falso caráter
Assassino mascarado
Se assustou quando viu
Sentiu uma ânsia de vomito
Estomago sendo trucidado
Maldito corruptor
Enganou aqueles que o amavam
Fingiu ser o que não era
O remorso vinha o torturando
Já não aguentava mais
O espelho o julgou
Subiu na cadeira
Fechou os olhos
E respirou fundo
Colocou o cinto no pescoço
Ficou pensando em tudo
E se jogou sem medo
Pescoço quebrado
Balançando pro lado
Reflexo no espelho quebrado
Junior Core
É seu toque
Que me acorda
Do jeito que encosta
Tão quente prazer
É lábio com lábio
Clitóris molhado
Suor derramado
Meu gozo escorrer
Sêmen derramado
Seu corpo deitado
Assim ou de quatro
Gosta de me ter
De me ter
De (me) ter
De meter
Junior Core
Passou o tempo que nem percebi
Foi deteriorando tudo que vivemos
Nem as lembranças ficaram intactas
Da janela posso ver pessoas
Com um sorriso desesperador
Vejo uma sombra com uma foice
Estampado a vontade de cometer o suicídio
Posso sentir a sua dor
Tamanho é o sofrimento que carregam
Vai estragando a nossa pele
Junto com a nossa alma
Vamos caminhando para o caixão
O tempo corrompeu a nossa moral
Sonhos e desejos
O erro foi fatal, chegando ao final
A carcaça imunda é o que sobrou
Tudo foi comido e mastigado
Nem o vomito podemos colocar pra fora
Aquele pedaço de aço forte já não existe mais
A ferrugem foi tomando de conta do seu corpo
Tudo podre e esquecido, sujo e corrompido
Junior Core
Gosto de ver você me olhando
Com um sorriso tímido
Que me encanta
Fico tímido também
Mas arrisco olhar de novo pro seu rosto
Você também se arrisca em olhar para o meu
É algo simples, meio bobo...
Mas é uma sensação boa
Sua voz baixa e falando rápido
E rindo ao mesmo tempo
Enquanto conta uma situação
Que aconteceu com você
Gosto de ver você me olhando
Com um sorriso tímido
Se junta com a minha timidez
E juntos ficamos paquerando
É algo simples, meio bobo...
Mas faria tudo outra vez
Junior Core
Saiu de tuas entranhas
Tudo aquilo que você negou
Todo o ódio e sofrimento
Que tanto te machucou
Perdida em sua própria angústia
Já não importa o caminho
Esquecida nessa estrada sozinha
Tão distante e aflita
Pesadelos te tormentas
Medo e desespero te alimenta
Socorro, socorro ainda estou aqui
Mas não tem ninguém pra te ouvir
Junior Core
Não quero baladas caras com bebidas caras
Prefiro aquele boteco sujo com breja barata
Não faço questão de viagens pra Europa
E tirar foto com tigre dopado
Prefiro dar um role no centro de São Paulo
Não quero luxo pois me acostumei no lixo
Em cima do seu sobrenome e status eu mijo
Para que um milhão de amigos
Se com poucos eu me divirto
Atrás dos muros e guaritas das suas mansões
Você acha que tem poder e vive no mundo de ilusões
Mas quando sai nas ruas fica preocupado
Escuta alguns passos já entra em choque e fica calado
Bem vindo a realidade dos perdidos
Nos becos eufóricos e enlouquecidos
A noite ensandecida que grita
Por prazer pelo que nos leva e agita
Junior Core
Eu não sou de direita e nem de esquerda
Eu sou o grito de ódio e liberdade
Que ecoa pelos quatro cantos do mundo
Vindo das prostitutas, dos travestis, dos mendigos
Dos viciados, pobres, perdidos e desiludidos
Eu sou a total negação de Deus e da religião
Do patriotismo e do fanatismo
Sou a ferida que inflama
Que entra na corrente sanguínea
E necrosa todo o corpo ferido
Eu sou a sua incomodação
Que perturba o seu sono
Corroendo o seu pensamento
Aos poucos te enlouquecendo
Eu sou a destruição do Estado
Do governo e do sindicato
Sou todo o lixo recolhido
Nos becos da cidade
Eu sou o rio fétido e podre
Que vai passando pela marginal
O olhar do subúrbio e dos condenados
Atrás das grades e desesperados
Junior Core